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Stablecoin: entenda o que é, como funciona e se vale a pena

30 de agosto de 2022 21:42
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Stablecoin: entenda o que é, como funciona e se vale a pena


Stablecoin é um tipo especial de moeda digital que diferencia-se, principalmente, por estar atrelada a reservas de ativos do mercado tradicional, como é o caso do dólar norte-americano e do ouro.
Por conta disso, muitas pessoas se perguntam se esse tipo de moeda é mais seguro para se investir. 

Bom, a resposta não é tão simples.


O fato é que a alta volatilidade do mercado de criptomoedas sempre preocupou os investidores. 

Por esse motivo, foram criadas as stablecoins pareadas em dólar.


Continue a leitura do artigo para esclarecer todas as dúvidas sobre o tema. 

Veja os temas que iremos abordar:

  • O que é uma stablecoin?
  • Quando surgiu a stablecoin?
  • Como funcionam as stablecoins?
  • Quais são as stablecoins?
  • Stablecoins x criptos: quais as diferenças
  • Quais os riscos das stablecoins?
  • FAQ - Perguntas Frequentes

O que é uma stablecoin?


Stablecoin é uma junção das palavras “Stable”, que significa estável em potuguês, e “coin” moeda. 

Por isso, também é chamada de moeda estável.


Em suma, stablecoin define um ativo digital que busca paridade com a moeda fiduciária, ou seja, aquela emitida pelos governos e Bancos Centrais.


Além disso, essa moeda também pode ser atrelada a outras criptomoedas, como o bitcoin, sua principal inspiração para rapidez, acessibilidade e transmissão segura.


De acordo com analistas, o fundamento da stablecoin não está baseado apenas no retorno financeiro. 

Dessa forma, ela possui alguns objetivos, por exemplo:

  • Liquidar pagamentos de cartão de débito e/ou pagar prestadores de serviços;
  • Facilitar as transações de investidores dentro do mercado de criptos;
  • Diversificar portfólios para reduzir o risco do mercado instável.

Quando surgiu a stablecoin?


A stablecoin surgiu em 2014 em decorrência da popularização das criptomoedas e como solução para um grande problema dos investidores: a restrição de compras no país de origem em moeda local.


Ainda assim, os investimentos continuaram a crescer, mesmo na ausência de um meio simples e barato de converter uma moeda na outra para concluir uma compra.


Consequentemente, surgiram as stablecoins como um alternativa para facilitar a negociação dos criptoativos. 

A escolha inicial do pareamento com o dólar se deu pelo fato de ser a moeda mais utilizada no mundo.


Como funcionam as stablecoins?


Como já mencionado, a stablecoin funciona como um tipo de moeda virtual executada em blockchains e pode conectar-se ao mercado tradicional ou com o de criptomoedas.

Porém, a principal diferença dessa moeda estável é que seu emissor, geralmente é uma empresa, que ao colocá-la no mercado, precisa ter a mesma quantidade do ativo atrelado em caixa, o que não ocorre com moedas como bitcoin e ethereum.

É o emissor que deve estipular uma paridade para a stablecoin. 

Considerando o dólar, por exemplo, se ele estiver a R$ 5,70, a stablecoin do tipo centralizada deve ter o mesmo valor.

Seus desenvolvedores também criaram um sistema para o equilíbrio da oferta e da demanda. 

Para injetar dólares na economia cripto, os usuários compram unidades recém-criadas da moeda escolhida.

Da mesma forma, para reinserir os recursos na economia tradicional, os cripto são destruídos e o usuário é pago em moeda fiduciária, que pode ser em dólar também. 


Quais são as stablecoins?


Atualmente, existem quatro tipos de stablecoins: centralizadas, cripto-colateralizada, commodity-colateralizada e não-colateralizada. Confira a seguir a explicação sobre as características de cada uma delas:


Stablecoins centralizadas

São as mais populares e também chamadas de IOU (I owe you) e se refere às moedas que possuem um dono. 

Os tokens são gerados por uma companhia e, geralmente, equivalem às moedas estatais, como dólar ou euro. 


A principal stablecoin deste modelo é o Tether (USDT).


Stablecoins cripto-colateralizadas

Esse tipo de moeda utiliza um lastro descentralizado, comumente o Ether (ETH). Entretanto, por serem lastreadas em ativos com grande volatilidade, podem ser estáveis e sofrerem com variações de preço.


A principal stablecoin que utiliza este modelo é a Dai (DAI).


Stablecoins commodity-colateralizada

Além disso, existem as stablecoins lastreadas por ativos como metais preciosos, como por exemplo, ouro, petróleo, obras de arte, imóveis, e outros itens tangíveis e com valor real. 


Geralmente, quem compra esse tipo de stablecoin é para fins de investimento, não como forma de proteção, uma vez que existe o potencial de valorização ao longo do tempo.


Stablecoins não-colateralizada

Por fim, as stablecoins que não possuem lastro. 

Nesse caso, o seu preço é mantido por algoritmos que controlam a quantidade de ativos em circulação, através de operações de queima ou emissão de tokens, conforme a necessidade. 


Stablecoins x criptos: quais as diferenças


Apesar de fazer parte da mesma indústria, stablecoins e criptomoedas são diferentes em muitos fatores. Veja os quatro principais:


1. Lastro


Lastro significa uma garantia de que determinada coisa possui o valor pela qual as pessoas dizem que ela possui. 

No caso das stablecoins, elas têm seus valores vinculados a outros ativos, como dinheiro emitido pelo Banco Central ou outras criptomoedas. 


Já as criptomoedas como bitcoin e ethereum não possuem paridade com nada. Entretanto, alguns especialistas entendem que os lastros dessas criptos são suas próprias tecnologias.


2. Volatilidade 


Em função dos seus valores estarem atrelados a ativos menos instáveis, as stablecoins garantem maior estabilidade quando comparadas às criptomoedas, e dificilmente terão uma queda diária de 10%.


3. Valorização


A estabilidade também pode ser vista como algo negativo. 

Os investidores que possuem apenas moedas estáveis não conseguem tirar proveito das grandes valorizações do mercado.


No ano de 2021, ethereum teve uma supervalorização que chegou a mais de 400%. Diferente disso, o cripto dólar, alcançou ao fim do ano passado uma alta de apenas 7,36%.


4. Centralização 


Já mencionamos que as criptomoedas circulam em meio à descentralização. Já as stablecoins, principalmente aquelas atreladas à moedas fiduciárias, são centralizadas. 


O lado positivo disso é que há uma sensação de segurança quando há uma coinbase agindo por trás das transações. 

Por outro lado, existe uma desconfiança por parte dos órgãos públicos devido à ausência de regulamentação.


Quais os riscos das stablecoins?


Após conhecer o funcionamento desses ativos, antes de comprá-los é preciso se atentar aos seus riscos para evitar cair em golpes e perdas indesejadas.


Ao comprar essa moeda digital estável, é como se a pessoa estivesse adquirindo o ativo ao qual ela é pareada, por exemplo, dólar, ouro, obra de arte, etc. 

A vantagem disso é a simplicidade no processo.


No entanto, existem alguns riscos envolvidos na compra dessa moeda, e o principal deles está atrelado ao emissor. 

Antes da compra, é preciso se certificar que a companhia ou pessoa que está por trás da sua venda tem a quantidade negociada em caixa.


Não existe uma forma precisa de se fazer isso, mas uma boa alternativa é fazer uma breve pesquisa sobre o emissor na internet e os projetos que participou.


FAQ - Perguntas Frequentes


Como funcionam as stablecoins?

As stablecoins, assim como as demais criptomoedas descentralizadas, são executadas em blockchains. 

Porém, se diferenciam pelo fato de que ao serem colocadas no mercado, o seu emissor precisa ter a mesma quantidade do ativo atrelado em caixa, como uma moeda fiduciária.


Qual a maior stablecoin do mundo?


Segundo dados do CoinGecko de janeiro de 2022, a maior stablecoin em capitalização é o Tether USD (USDT). Depois aparecem USD Coin, Dai, Binance USD, TrueUSD e Paxos Standart.


Como comprar stablecoins?


É possível comprar stablecoins diretamente nas exchanges (corretoras). 

O primeiro passo consiste na criação de um cadastro na plataforma escolhida, seguido do envio de reais para troca por stablecoins. 

Aqui no Brasil, a criptomoeda mais usada em transações é a USDT.  


Onde guardar stablecoin?


As stablecoins, assim como as demais criptomoedas, podem ser guardadas em carteira digital e serem negociadas de qualquer lugar do mundo.

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Tatyana Oliveira

Admiradora do mundo de tecnologia, metaverso e criptomoedas. Empreendedora digital, atualmente atua como gerente de conteúdo no Disruptive Verse e em outros projetos.

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